As sufragistas, além de lutarem pelo direito ao voto, também tinham em sua luta o direito das mulheres a se candidatarem às eleições. Muitos países reconhecerem o direito ao voto feminino, primeiro e só posteriormente o direito à candidatura. O voto é um importante meio de influenciar na política, na medida que o cidadão escolhe o candidato de sua preferência para governar. Contudo, a melhor forma das mulheres de se sentirem representadas por algum político que pudesse fazer políticas públicas para elas são as próprias mulheres, por isso a importância deste direito, o qual garante maior equidade política.
O primeiro país a reconhecer o direito ao voto a todas as mulheres foi a Nova Zelândia em 1893, porém o direito à candidatura feminina só foi permitido em 1919. Isso levou as mulheres em outros países a aderir o movimento, uma curiosidade é de que os primeiros países a aderir o direito ao voto feminino e posteriormente seu sufrágio foram países nórdicos, a cultura nórdica é marcada pela mulher ser símbolo do poder matriarcal, a mulher é símbolo de fertilidade, de guerreira, de mãe e esposa, quem muitas das vezes ira tomar decisões importantes na família.
Não adiantava a mulher somente ter direito ao voto porque quem a continuaria representando seriam os homens, e que seja feita a sua vontade, a vontade dos homens. Um dos direitos que não era concedido a mulher além de vários outros, era o da educação, a educação é um jeito de fazer com que as pessoas se questionem sobre aquilo que é lhe apresentado e naquele momento era apresentado para a mulher que ela deveria casar, ter filhos e cuidar da sua casa, do seu filho e do seu marido enquanto este era o responsável por manter a casa financeiramente. Uma autora e filosofa do século XVIII chamada Mary Wollstonecraft, trás em sua maior obra o livro “A Vindication of the rights of woman" e é considerada uma das primeiras
de filosofia feminista. Publicada em 1792, nele Mary Wollstonecraft traz uma resposta aos
teóricos da política e educação da época sobre o acesso feminino ao sistema educacional.
Ela utiliza um argumento racional onde as mulheres só aparentariam inferioridade por falta
de educação e escolaridade. Wollstonecraft ainda afirma que elas são essências para a
nação porque são responsáveis pela educação dos filhos, futuros cidadãos, e não são
apenas enfeites para a sociedade, ou mercadoria negociada nos casamentos. Portanto, as
mulheres seriam merecedoras de iguais direitos dados aos homens (WOLLSTONECRAFT,
1792). O que foi criticado na época por caracterizar as mulheres
como excessivamente emocionais, sem capacidade de excluir os fatores externos. Em
contraponto, a autora apresenta um fundamento central, em que a educação daria
oportunidade de contribuir para a sociedade, o que ia contra o que os filósofos do século
XVIII acreditavam. Segundo eles, as mulheres não tinham capacidade de pensar
racionalmente ou de forma abstrata, não possuindo a mesma clareza dos homens.
Um outro ponto importantíssimo de se levantar é de que em muitos países mesmo com a conquista do direito ao voto feminino, a mulher negra não podia votar, fato que ocorreu em muitos países, e podemos destacar entre eles os Estados Unidos e África do Sul, assim a mulher negra nesses países além de não serem reconhecidas na esfera pública, sofria discriminação racial, como o apartheid.
Fique agora com um breve resumo da acensão do voto feminino:
Um outro ponto importantíssimo de se levantar é de que em muitos países mesmo com a conquista do direito ao voto feminino, a mulher negra não podia votar, fato que ocorreu em muitos países, e podemos destacar entre eles os Estados Unidos e África do Sul, assim a mulher negra nesses países além de não serem reconhecidas na esfera pública, sofria discriminação racial, como o apartheid.
O Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a aderir o sufrágio feminino,Em 1832, Nísia Floresta publicou “Direitos das mulheres e injustiças dos homens”, artigo em que exigia igualdade e educação para todas. Segundo Nísia, a situação de ignorância em que as mulheres eram mantidas era responsável pelas dificuldades que enfrentavam. Submetidas a um círculo vicioso, não tinham instrução e não podiam participar da vida pública; não participando da vida pública, continuavam sem instrução.No dia 1º de janeiro de 1891, 31 constituintes assinaram uma emenda ao projeto da Constituição conferindo direito de voto à mulher, porém essa emenda foi rejeitada, era inaceitável aceitar a mulher participando na vida social ativa no Brasil. Somente há pouco mais de 80 anos as mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto, adotado em nosso país em 1932, através do Decreto nº 21.076 instituído no Código Eleitoral Brasileiro, e consolidado na Constituição de 1934.
Mesmo nos dias atuais a mulher ainda não possui os mesmos direitos dos homens, ainda recebem menores salários, ainda possuem pouca representatividade política, e, ainda são guerreiras e lutam por seus direitos, representando e não deixando morrer os sonhos das sufragistas lá atrás em 1893 na Nova Zelândia.Fique agora com um breve resumo da acensão do voto feminino:
Assista também o filme " Anjos Rebeldes" 2004, dirigido por Katja von Garnier.
É um filme lançado no ano de 2004 que retrata parte da trajetória do movimento sufragista dos Estados Unidos da América. O cenário é a década de 1910, período em que as sufragistas estadunidenses – organizadas em duas associações – a National American Woman Suffrage Association (NAWSA) e a National Woman’s Party (NWP) –, tentavam aprovar a emenda do sufrágio nacional no congresso.

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